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Fernando Haddad com a Bíblia na mão. (Foto: Miguel Schincariol / AFP) Respondendo a 32 processos sendo réu em um deles Fernando Haddad (PT) deu uma entrevista à Folha de S. Paulo onde tentou apontar os motivos de sua derrota. Disparando uma série de clichês que caracterizaram sua campanha o ex-ministro da Educação entende que o maior responsável pela sua derrota nas urnas foi um fenômeno evangélico. O petista que luta para se firmar como sucessor de Lula à frente dos movimentos de esquerda no país avaliou assim seu desempenho: eu ganhei entre os negros as mulheres e os muito pobres. Depois de tudo o que aconteceu quase tivemos a quinta vitória consecutiva. Com Lula venceríamos. Disse ainda que Há estudos mostrando se eu tivesse no mundo evangélico o mesmo percentual de votos que tive no mundo não evangélico eu teria ganho a eleição. Demonstrando não ter noção do que é a igreja evangélica no país optou pela generalização. A pauta regressiva afeta esse mundo [evangélico] de forma importante. Há um fenômeno evangélico sobre o qual temos que nos debruçar. Não podemos dar de barato que essas pessoas estão perdidas ponderou Para o economista que defendia teses acadêmicas sobre o socialismo russo seria preciso pensar na Ética Neopentecostal e o Espírito do Neoliberalismo. Em tom mais comedido repete o argumento que usou para atacar Edir Macedo durante a campanha atingindo por tabela todas as lideranças evangélicas que estavam ao lado de Jair Bolsonaro. O Brasil estruturalmente é um híbrido entre casta e meritocracia. Se admite que o indivíduo ascenda mas sozinho. Desde que a distância entre as classes permaneça. O neopentecostalismo e a teologia da prosperidade são compatíveis com isso avalia Haddad. Desde que tentou implantar o chamado kit gay em 2011 ele se antagoniza com o segmento. Afinal foi a Frente Parlamentar Evangélica que pressionou a presidente Dilma Rousseff a vetá-lo na ocasião. Conservadorismo é agenda regressiva Mesmo sabendo da grande rejeição que tem entre os cristãos conservadores ele defende que a esquerda brasileira tem agora o desafio de abrir um canal com a igreja evangélica respeitando as suas crenças. Ele não lista quais seriam as crenças mas dá sinais que não as respeita. Classifica as bandeiras defendidas pela maioria dos evangélicos e adotadas por Bolsonaro de agenda cultural regressiva. Com a arrogância que lhe é característica falsifica a história para impor sua narrativa. Essa pauta mobiliza as pessoas criando inclusive ficções. Eu permaneci à frente do MEC por oito anos. As expressões ideologia de gênero e escola sem partido não existiam. Era uma agenda de ninguém. Ela foi criada ou importada como um espantalho para mobilizar mentes e corações insiste. Na longa entrevista à jornalista Mônica Bergamo Haddad falou novamente sobre o suposto envio de mensagens pelo WhatsApp contrárias a ele como um elemento que pesou na eleição. Curiosamente reclamou de um crescente sentimento antipetista mas em nenhum momento abordou os escândalos que envolvem toda a estrutura de seu partido. Embora tenha dito que o que movia os pastores é a fome de dinheiro não usa a mesma medida para falar da corrupção que caracterizou os governos do PT reveladas pela Lava Jato. Gospel Prime

Fernando Haddad com a Bíblia na mão. (Foto: Miguel Schincariol / AFP) Respondendo a 32 processos sendo réu em um…
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